A Comunicação Não-Violenta chegou para nos dar uma chance

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A Comunicação Não-Violenta chegou para nos dar uma chance

A célebre frase de Marshall Rosenberg nos diz: “o que acontece em nós, seres humanos, que nos desligamos de nossa natureza compassiva e começamos a acreditar em caminhos de violência ou coerção para alcançarmos resultados?” Pois é, esta pergunta direciono a você que tem se relacionado com seus filhos, marido, família, amigos, colegas de trabalho e pessoas em geral. O que acontece conosco que quando crianças somos curiosos, falantes e queremos descobrir cada dia as coisas da vida, mas infelizmente esta criança é envolvida em relacionamentos hostis, agressivos, onde ela acredita que este é o melhor caminho para se relacionar, mas ainda bem que podemos mudar esta nossa trajetória e voltarmos para a nossa natureza compassiva.

Este retorno para nossa natureza compassiva é tão urgente, quanto a nossa sede em dias de seca! Presenciamos por vezes pessoas se irritando facilmente com as outras, explodindo frente a qualquer argumento que ouve e este diálogo vai prejudicando a todos, pois conviver com pessoas briguentas, mal humoradas e ingratas, deixa a nossa caminhada cada vez mais pesada e precisamos retornar para a caminhada com mais leveza, por isso é tão necessário reeducar nossa maneira de nos relacionar com o outro e sermos mais compassivos, trabalhando na nossa intenção de nos reconectar com o outro de maneira compassiva através da linguagem e todo este exercício requer abrimos mãos dos julgamentos, rótulos e avaliações que fazemos a todo momento do outro, mas calma, isso é um exercício, o qual precisamos começar para poder nos habituarmos a esta versão de relacionamento que não fomos educados, por isso tenha paciência consigo mesmo.

Para começarmos a entender é importante focar a nossa comunicação em benefício mútuo, ou seja, não estou em um jogo para saber quem ganha e quem perde, mas sim em um relacionamento para tornar a vida melhor para ambos e não apenas para um dos lados, e esta linha de pensamento já vai promovendo uma mudança no meu modo de pensar e olhar as pessoas. Quando quero o bem-estar de todos, não estou mais focada apenas no meu bem-estar e sim, quero que o outro também se dê bem, por isso trabalho na minha maneira de me relacionar entendendo que o que for melhor para o outro será para mim também!

É preciso que eu me expresse com o outro, a partir da minha honestidade, pois assim a linguagem terá um fluxo contínuo, logo o que eu escuto do outro será recebido com empatia e toda esta experiência de se comunicar ficará mais fluida e aí sim se conectará com soluções de benefício mútuo.

Você percebeu que não é manipular o outro com o que eu quero que ele faça, mas sim ter a intenção de melhorar a maneira como enxergo as coisas a fim de que a necessidade de todos sejam atendidas, sem mentiras, sem julgamentos, apenas focando conscientemente gerando uma qualidade tal de conexão com o outro, a ponto de deixarmos nossa realidade mais colaborativa, onde cada pessoa será capaz de encontrar resultados que colaborem com as necessidades de todos e este é um ponto importante para cultivarmos relações mais saudáveis, sustentáveis e verdadeiras.

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Beth Takeda
Beth Takeda
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