Falar em Disciplina de criança não é entrar em guerra de abordagens

A criança se liga, quando a tela desliga
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Falar em Disciplina de criança não é entrar em guerra de abordagens

Quando escolhemos ter filhos, não passamos por nenhuma escola de pais, o que seria ideal para todos nós, por isso precisamos observar nossa maneira de disciplinar nossos filhos, pois é natural repetirmos padrões aprendidos por nossos pais. Então por vezes gritamos, ameaçamos ou batemos nos nossos filhos para obtermos cooperação e esta prática deixa o ambiente carregado e oprimido, uma vez que relacionamentos pautados em atitudes agressivas só vão estimulando a agressividade, um fato óbvio e real.

Porém muitas famílias defendem com muita convicção que humilhar os filhos é sim a melhor disciplina e ficam nesta disputa de quem está disciplinando melhor, porém o agente desta relação é a criança que fica neste fogo cruzado de abordagens esperando por uma disciplina honesta e adequada, mas para isso precisamos entender que a criança nem sempre teve o seu lugar na sociedade, pois ela tinha a sua infância mantida no anonimato, uma vez que na Antiguidade e Medievo as crianças eram vistas como seres inacabados e por isso sem utilidade no momento, pois além de serem agitadas, eram fracas para exercerem qualquer tarefa, logo eram esquecidas e apenas colocadas para divertir as reuniões dos adultos. E a sociedade foi se desenvolvendo e aos poucos a criança foi se destacando e sua infância descoberta, pois começaram a adicionar suas imagens nas obras de artes, como forma de considerá-las na rotina do dia a dia. Porém infelizmente muitas famílias preferem deixar a criança fora das decisões, submissas ao extremo e sem poder de argumentação, vivendo internamente os tempos medievais em relação à consideração da criança na sociedade. Estes pais querem sim se desenvolver, acham a tecnologia e a modernidade o tanto atraente e querem interagir com as pessoas, sendo consideradas e amigáveis, porém não permitem que este mesmo desenvolvimento chegue à seus filhos e ficam com esta visão e batem de frente com pais que consideram a disciplina dos filhos com gentileza e firmeza, sem considerar ameaças, punições e humilhações.

Que possamos observar nossas práticas e sair do medievo, pois o ser humano não nasceu para ficar paralisado e sim para se desenvolver e este desenvolvimento deve alcançar as nossas crianças que são seres frágeis e que precisam da nossa direção e contribuição.

E você, que tipo de disciplina tem vivenciado aí com seus filhos?

Beth Takeda
Beth Takeda
Duvidas? Envie um e-mail para contato@bethtakeda.com.br

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